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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O que se faz?



O
 que se faz...? O que se faz...? O que se faz com um “amigo” que lhe procura somente para lhe pedir favor; favores...; favores? Mas não é tão simples assim (um simples pedido); antes, ele lhe fornece alguma coisa, lhe promete algo; inclui-lhe n’alguma situação prazerosa, que você aprecia; posteriormente, quando ele lhe pede algo, você já se encontra devidamente domado, impotente para reagir, mas ainda (você) consegue pensar: esse infeliz “não dá ponto sem nó”! Mas já se é tarde...
O que fazer...?
Talvez desatar-se do seu covil; afastar-se dos seus círculos; não responder a determinados e-mails (mas ler todos eles e se inteirar dos assuntos); não responder as mensagens e nem atender as chamadas no celular (ou só respondê-las; atendê-las em momentos inoportunos); não ir com ele a shows; jogos de futsal; bares e cachoeiras; não pular com ele o carnaval; enfim, é preciso – também – “dar uma de doido”!
JaloNunes.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Cão Raivoso e a Vaca Defensora




E
sta noite foi uma noite de terror! Na verdade, poucos minutos de tensão se traduziram numa noite sem sono, repleta de preocupações, para nós humanos!
Por volta de meia noite, um cão raivoso (a rosnar incontrolavelmente, como se tivesse sede de matar), provavelmente de porte grande e cor preta, invadiu nosso terreno. Minha mãe percebeu uma correria e uma estripulia incomuns, a incomodar os animais domésticos e o nosso sono. Então ela se levantou assustada, por causa do barulho que o maldito fazia, primeiramente ao rasgar – com unhas e dentes – a tela de ferro (fino) que compunha o chiqueiro das lebres e dos mocós. Os cachorros que ficam amarrados também foram atacados e, em vez de latirem, grunhiram: a latumia se espalhou com o vento e a chuva que imperavam durante toda a noite (só não acordou, lá em casa, quem dormia o sono dos deuses).
A noite era muito turva, nem a insistência de um bico de luz no quintal, resolvia algo...
Mas, o ápice da desgraça foi quando o feroz cão investiu contra o bezerro, que também se encontrava preso, para que na manhã seguinte, fosse ordenhada a sua mãe. Quando foi atacado, o mesmo soltou um berro de susto: longo, doloroso, aflito, foi na ocasião que eu me levantei e vi minha mãe tensa; meu irmão mais velho, que cuida dos animais, também já estava tentando o socorro ao bezerro.
Mas antes disso, a vaca havia feito uma ação em prol da vida do seu filho (bezerro). Segundo meu irmão, ela teria pulado (rompido os arames farpados da cerca, com a força que só um a mãe tem) e enfrentado o cão. Marcas dos pêlos do mesmo, pois as folhas e as ramas da aboboreira amassadas, sobre as estacas (vistas na manhã seguinte) mostravam que o cão havia sido jogado contra uma das cercas do curral, provavelmente pela testa da vaca; a sorte dele é que ela é uma vaca mocha, se portasse pontas afiadas, nós poderíamos ter visto o maldito, na manhã seguinte, a se lamentar da má ação.
Quando o dia chegou, ainda sob fortes chuvas, podiam-se ver pegadas no chão, grandes, que atestavam o tamanho da fera. Foi-se contabilizados os danos: uma lebre morta; 8 mocós mortos (no lugar que habitavam, ou arrastados para fora); um pato machucado; várias escoriações nos mocotós e na barriga do bezerro. Dois mocós conseguiram escapar ao se esconderem atrás de uma estaca, mas, pela manhã, estavam amedrontados de tal forma que quase subiam pelas paredes, ao perceberem qualquer movimentação.
E ficou uma pergunta: será que o feroz cão retornará esta noite, para finalizar a desgraça que ora iniciou?

JaloNunes.