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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Av. Graciliano Ramos, Palmeira dos Índios/AL



U
ma Avenida simples, na cidade de Palmeira dos Índios, estado de Alagoas, tem nos chamado a atenção. Há vários anos, no mandato anterior de um Prefeito que governou entre 2001 e 2008 ocorreu um fato que envolveu a referida Avenida. Recentemente o fato “se repetiu”, mas o desfecho foi antagônico.
Trata-se de parte da Avenida Graciliano Ramos, um setor que tem duas mãos (uma que vai, uma que vem), mas no centro há um canteiro que abriga(va) pelo menos uma dezena de árvores adultas, das mais diversas espécies; também no referido canteiro passa a linha de energia elétrica e os postes necessários para a passagem dos fios elétricos. Talvez por isso, na gestão inicial citada tentou-se cortar as árvores, pois somente as podas constantes não estavam resolvendo.
Mas, numa manhã de sol quente, quando se tentou cortar as primeiras árvores, uma rebelião insurgiu de um colégio particular, cujo nome pode ser traduzido para os termos estudo, palavra; a rebelião era composta por parte de alunos, professores e representantes do referido Colégio. Os mesmos acionaram emissoras de rádio e a “porta-voz” da instituição de ensino dizia que aquilo representava uma falta de respeito para com os moradores da rua e um “crime contra o meio ambiente”, ainda mais porque no momento eles (comunidade escolar) realizavam uma feira de ciências, cuja temática também tratava de questões ligadas ao meio ambiente. Alguns moradores se juntaram aos membros do Colégio; a queixa ao ato e à decisão do Prefeito (porque eles diziam que se tratava de mais um desmando do Prefeito), ao autorizar o corte, foram tão contundentes que o corte das árvores cessou!
Mas eis que eu passei, rios meses atrás pela referida rua e vi que as árvores haviam sido cortadas pela base, sequer restos seus se encontravam no local do “crime ambiental”, nem mesmo uma folha a saltitar, por recordação. Para terminar o serviço, algum produto de cor violeta foi colocado na superfície de cada tronco cortado, para evitar recuperação...
Então eu me perguntei (com a alma repleta de indignação):
Não havia mais um Colégio e moradores da rua que pudessem reclamar o direito de se manter as árvores vivas, para se evitar o “crime ambiental”?
É verdade que os alunos do Colégio envolvidos no reclame não seriam mais os mesmos! Seriam inúteis também os educadores?
E os moradores da Avenida, por que se convenceram de que seria melhor a destruição das árvores no segundo momento, ao passo que se opuseram no momento inicial?
Não há mais emissoras da rádio, nem locutores, em Palmeira dos Índios?
Ou podemos concluir que recentemente o que é certo, o que é errado, tornaram-se categorias manipuláveis e de interesse particular?
As fotos abaixo foram extraídas do Google Maps, o mesmo as realizou em dezembro de 2011. De lá para dezembro de 2014, apesar das constantes podas, as árvores estavam ainda mais altas e robustas.
JaloNunes.

  • A rua em 2011, fotos extraídas do Google Maps:

 
 

  • A seguir, fotos realizados em dezembro de 2014:

 

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